De 23 a 25 de setembro, patrocinamos o TDC (The Developer's Conference) em São Paulo, uma das maiores conferências de tecnologia do Brasil, com cerca de 10 mil participantes e muito público sênior. Já tínhamos organizado e patrocinado meetups em São Paulo, mas foi a primeira vez que a Howdy teve um estande próprio em uma conferência no Brasil.
Não pareceu uma estreia. Muita gente já nos conhecia.

Um estande com trivia, brindes e gente que reencontramos
O estande ficou aberto nos três dias. Quem passava podia jogar nossa trivia tech, levar um brinde e tirar uma foto com os props da Howdy. Até o QR code do estande teve seu momento: um participante nos disse que tinha adorado.
O melhor foi ver rostos conhecidos. Pessoas que estiveram no Howdy Game Day, no Golang SP Meetup e no encontro do SouJava passaram para dar um oi, e muitas trouxeram colegas para conhecer o time. A conexão com as comunidades de Java e Go foi especialmente forte.
Antes do evento, fizemos um sorteio de ingressos nas redes sociais e demos ingressos para developers da nossa comunidade. Uma das pessoas que recebeu um ingresso passou no estande para se apresentar e agradecer pessoalmente. Quem foi com ingressos nossos elogiou a qualidade das trilhas e do conteúdo.

Darío Macchi abriu a trilha de AI & Emerging Tech
Darío Macchi, da Howdy, deu a primeira palestra da trilha de AI & Emerging Tech. A proposta foi voltar aos fundamentos da IA em um momento em que cada vez mais código é gerado por IA e as revisões ficam cada vez mais superficiais. A pergunta de fundo: que restrições precisamos criar para poder confiar no que a IA gera?
Durante o almoço, a organização incentivou a conversa e a troca de experiências em inglês. O Darío conversou com todo mundo da mesa, e uma das pessoas continuou o papo com ele mais tarde, na área da Expo.

Uma mentoria diária sobre marca pessoal
Em cada dia do evento, Darío também conduziu um workshop de marca pessoal para devs no Mentorship Hub. Foi o que mais recebeu elogios. Três participantes escreveram sobre a mentoria em posts públicos ou mensagens, e um deles resumiu assim: "Levei 10 minutos para ter certeza de que escolher a mentoria do Darío foi a decisão certa (e também para virar fã dele)".
A conversa continuou depois do evento. Darío respondeu publicamente a quem escreveu e se ofereceu para continuar ajudando, uma pessoa pediu os slides por mensagem direta e outro participante contou que vai colocar os conselhos da mentoria em prática e mandar notícias.

O que ouvimos em outras palestras
Entre uma atividade e outra, Darío passou por outras trilhas e voltou com algumas ideias que valem a pena compartilhar:
- Claudio Lopes, cloud advocate na Microsoft, deixou uma frase que qualquer dev sênior reconhece: "Nossa vida mudou muito, nossa profissão mudou muito desde 2022".
- Dayane Felix de Freitas e Paula Fernanda R. T. Carvalho falaram de qualidade com uma fórmula simples: "shift left + shift right = shift everywhere". Também defenderam que produção é um espaço cheio de oportunidades para quem trabalha com QA. A palestra deixou o Darío com uma reflexão própria: "Faz 25 anos que escuto que não dá para testar tudo e que precisamos priorizar por risco. Como isso ainda é difícil!".
- Urânia dos Santos Reis, Principal Consultant de Qualidade na Keeggo, foi direta: o uso de IA não pode ser modismo. Precisa ser sistêmico, não baseado em impulsos.
- Marcel Carvalho Manfio e Petrus Batalha mostraram como o Bradesco usa IA em todo o ciclo de desenvolvimento, não só para escrever código. O ponto deles: com IA, escrever código é rápido, mas decidir o que construir continua sendo trabalho de pessoas. Por isso encontraram o maior valor no início do projeto, com um processo que inclui transcrição de reuniões, um PR/FAQ (descrever o produto como se fosse um anúncio de lançamento), um protótipo descartável e, só depois, a especificação.
Várias dessas palestras chegaram a um ponto parecido com o da palestra do Darío: a IA acelera a parte de escrever código, e o que ainda falta resolver é o critério para decidir o que construir e quando confiar no resultado.
O que o TDC deixou
Depois do evento, apareceram no LinkedIn agradecimentos pelos brindes, comentários sobre as dinâmicas do estande e gente contando que tinha conhecido o Darío e o time pessoalmente.
Chegamos ao TDC com um estande pela primeira vez e saímos com a sensação de que em São Paulo já temos uma comunidade. No fim do terceiro dia, a Howdy estava na cabeça de muita gente no evento, e não só pela quantidade de bonés com o rubber duck que víamos em todas as salas. Algumas dessas pessoas nos conheceram em um estádio ou em um meetup de Go, outras jogando a trivia do estande. Vamos continuar nos encontrando, provavelmente com um pato na cabeça.



